Tempo de determinação

10/02/2017
Laio Cardoso abriu mão da diversão durante um ano e alcançou a vaga tão almejada em Medicina da UFC

Um ano, média de 14 horas de estudos por dia, nada de festas, de games, de redes sociais, de horas extras de sono... O ano de 2016 foi revelação de si para Laio Cardoso de Oliveira. Ele fez do medo de não ingressar na UFC, no curso de Medicina, um dos mais concorridos do País, a mola impulsionadora para chegar onde queria.

Como quem traça uma linha imaginária, reta, visualizou no horizonte a possibilidade de conquistar uma vaga no curso que queria, na universidade que queria, mas, para chegar lá, foi abrindo mão de uma rotina confortável e divertida. Uma aposta única. Eram em média 14 horas de estudos por dia, de segunda a sexta, a Escola como abrigo para esse sonho.

Laio assistia às aulas regulares e esticava mais dois turnos: tarde e noite. A sala de estudos virou a sua casa nesse ano de metas bem estabelecidas, ambiente que dividia com alguns amigos e as apostilas. Só saía na hora de fechar. “Como nunca tive o hábito de estudar em casa, era muito difícil, então praticamente me mudei para a Escola”, conta Laio, aliviado e satisfeito com o resultado.

No segundo semestre, ele só saiu de casa para se divertir três vezes. “Como decidi que só tentaria na UFC, me determinei a fazer tudo que fosse possível para conquistar o meu objetivo. Esse ano de muito esforço me provou que tenho determinação e posso chegar onde quiser, se me dedicar e me esforçar”. Clareza absoluta. Laio já está matriculado e projeta no futuro uma residência em Clínica, porque considera que um bom clínico está apto para qualquer desafio. 

O aluno ingressou no Santa Cecília no 6º ano do Ensino Fundamental, nunca foi dos mais dedicados em sala de aula, admite. Aí veio o 3º ano para inverter as lógicas. “Me descobri em casa, amo esta Escola e vou sentir falta de tudo. Na minha opinião, o Santa Cecília é o colégio que melhor prepara para o Enem. Os professores são excelentes, o material didático de primeira e o ambiente, acolhedor. Não tem ninguém lembrando o tempo todo o que você está vivendo, é de fato uma casa”.