As pedras e o brincar

Bastou disponibilizar um bocado de pedras num cantinho do jardim para as crianças irem se aproximando.
30/03/2021

“A criança, em contato com matérias primitivas, ao mesmo tempo em que experimenta e transfigura o mundo, repercute-o em si mesma. É o que denomino de ‘SONHOS DE INTIMIDADE’. Ungida de encantamento imaginal, ela traz para si, para a sua própria lavoura mágica, as reentrâncias sociais, o poderoso e impositivo halo de costumes e significâncias.” Brinquedos do chão - Gandhy Piorski

E foi assim. Bastou disponibilizar um bocado de pedras num cantinho do jardim para as crianças irem se aproximando. Sentiram-nas com as mãos, com os pés, com olhar fixo, curioso e explorador, o que logo foi virando uma brincadeira com contornos, formas e narrativas, fluindo através da liberdade de criar e de uma produção estética carregada de sentidos. Como são surpreendentes as crianças!
“Olha, é um lugar de morar”, disse uma.
“Um caminho de pedras que gostam de ficar juntas'', disse outra.
“Minhas pedras se escondem”, disse uma terceira.
“Por que se escondem?”, indaguei.
 “Não é medo, é esconder de brincar!”
“Uma família de pedras!” 

Nessa atmosfera simbólica, as pedras foram convidadas a pertencer ao nosso grupo.

“Tem pedrinhas na praia, na rua, no rio, na montanha”, as crianças foram falando.
“Essas moravam na areia lá da praia e agora é da nossa turma!”, finalizou uma delas.

Professora Nice - Turma Infantil 4 A

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