Jogando com o corpo

Os alunos do 4º ano trabalham nesta etapa, nas aulas de Educação Física, a capoeira.
04/11/2015

O Santa Cecília, através do SED, trabalha nesta 4ª etapa o conteúdo “lutas”, como definem os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Um dos objetivos é diferenciar as lutas, que são modalidades esportivas, das brigas, manifestações de agressividade.

As lutas fazem parte da história e da cultura de diversos povos, com suas características próprias. A prática na Educação Física é salutar, com as devidas adaptações, e independe da individualidade biológica de cada aluno.

“No decorrer das aulas, conversamos com os alunos sobre o que eles entendem sobre lutas e brigas, contextualizamos e definimos atividades caracterizadas por regras que trazem segurança e respeito ao próximo”, explica o professor Thiago Oliveira. As atividades envolvem equilíbrio e desequilíbrio, força, rapidez, agilidade e atenção, conquistas de objetos e territórios; reteção, imobilização etc.

Neste ano de 2015, os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental realizaram uma pesquisa sobre a história da capoeira e produziram cartazes na aula de Educação Física. A capoeira vem sendo desenvolvida em diversas instituições tais como escolas, academias, clubes, projetos e faculdade.

Em 2003, a Lei Nº 10.639 tornou obrigatório o ensino da história afrobrasileira no currículo escolar. “A capoeira é rica em história e movimento corporal, ajudando na capacidade de compreender e conviver com as diferenças sociais. Nas aulas, além da prática, incentivamos os alunos a pesquisar sobre a história das lutas indígenas, olímpicas e afrobrasileiras. Com essa atividade proposta aos alunos, enfatizamos a capoeira que, através de sua história pode mostrar e transmitir valores sociais, morais e éticos, que também são de suma importância na formação dos indivíduos”, ressalta Thiago.

O Aluno Rafael Legey (4º E) ressalta a importância desta atividade nas aulas de educação física. “O mais interessante é saber que os africanos criaram uma luta esplêndida para se defenderem do que os fizeram sofrer”. Lissa Araújo (4º F) reforça: “Nós aprendemos como lutar e, ao mesmo tempo, a história da capoeira. Fizemos cartazes contando todo esse aprendizado.”
 

 
 

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