
Meu ideal seria escrever
É bem verdade, falar em fotonovelas parece uma coisa que ficou lá no passado.
Entre os anos 1950 e 1970, elas foram uma febre no País, com milhares de assíduos consumidores quinzenais ou semanais.
Mas, como vivemos em tempos nos quais a imagem ganhou novamente muita relevância, as fotonovelas bem que poderiam voltar a ser uma nova febre.
Quem sabe alguém lança um aplicativo de fotonovela e fica bilionário.
No caso das professoras Inês Pinto e Júlia Venâncio, o start foi outro: estimular a escrita e a criatividade e envolver os estudantes do oitavo ano para se motivarem a ler a coletânea Para Gostar de Ler: Crônicas 3. E eles fizeram a atividade com muito esmero, transbordando humor, inventividade e interatividade. Seguramente, os autores Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino ficariam muito felizes ao verem seus textos ganhando outras formas e interpretações.
Nesse recontar das histórias, as versões foram as mais diversas: drama, romance, ficção, aventura, policial e um sem-número de possibilidades.
Uma das fotonovelas que ganhou destaque foi Meu ideal seria escrever. A crônica traz o desejo do autor de escrever algo tão maravilhoso e engraçado que mudaria a vida de todas as pessoas. Uma deliciosa utopia que ganhou vida na fotonovela das alunas Maria Clara Ivo Ximenes, Thaís Silva Barrocas, Rafaela Benevides Costa Souza, Marina Braun Ignácio e Marina do Ceará.
Bem, essas histórias levarão muito tempo para serem esquecidas pelos alunos, se é que um dia serão.Ideia muito instigante para despertar cada vez mais o prazer de gostar de ler.
Fonte: Revista Interatividade - Maio/2017


