Todo Cuidado Conta!

Cuidar da saúde mental é, primordialmente, aprender a se escutar.
28/01/2021

Todo Cuidado Conta!

Esse é o tema que a campanha do Janeiro Branco traz este ano, chamando-nos a um pacto pela saúde mental. Num momento em que a questão da saúde mobiliza todo o mundo, nossa saúde mental, mais do que nunca, pede cuidados.

Muitas vezes, ainda olhamos com resistência tudo o que se refere a essa questão, associando o adoecimento mental a uma fraqueza ou mesmo à incompetência. Num mundo regido pelos imperativos de uma alta performance, pelo sucesso e pela competição, fica difícil assumir que temos fragilidades, medos e que não controlamos tudo.

A Campanha Janeiro Branco, desde 2014, tem como um dos seus propósitos levar à comunidade informações que promovam o conhecimento sobre esse tema, construindo uma rede de conscientização e de mobilização de ações individuais e coletivas que resultem em uma sociedade mais saudável.

Cuidar da saúde mental é, primordialmente, aprender a se escutar. Ouvir não o que as pressões externas (ou internas) pedem incessantemente de nós, mas ouvir aquilo que precisamos para nos sentir bem, ou seja, conhecer as nossas necessidades como seres humanos e sociais.

Para a Psicóloga, Psicanalista e Doutora em Psicologia Vera Iaconelli, “o cuidado de si tem sido negligenciado sistematicamente por nós na medida em que levamos uma vida que vai na contramão das necessidades psíquicas, físicas e emocionais”. Para ela, “os sintomas são a melhor forma de nos escutarmos”, iluminando o que se mantém na sombra, mas que revela nossa forma de funcionar, de lidar com as emoções, de dar conta das coisas que repetimos ao longo da vida.

Podemos e devemos começar a nos perguntar: por que eu estou adoecendo com tanta frequência? Por que estou sentindo esta emoção (medo, raiva, tristeza, apatia) repetidamente? Qual é a minha participação nisto que acontece na minha vida e me causa algum tipo de desconforto ou até mesmo sofrimento?

Tais questões não devem nos levar à culpa, em que inevitavelmente recomeçaríamos um ciclo de autocobrança, vergonha e, por fim, mais adoecimento. Elas devem nos guiar para a busca do autoconhecimento, da autopercepção e da sensibilidade por uma conexão mais profunda conosco e com o ambiente ao qual estamos expostos. É por esse caminho que poderemos nos disponibilizar para procurar e receber ajuda e tudo mais que pode nos dar sustentação e alento.

 

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