Rotas de Extravios

Dica cultural para os últimos dias de férias.
14/01/2020

Nesse tempo de espera para o recomeço das aulas sempre é positivo fazer atividades diversas. É bom para a alma e para todas as dimensões da vida. Nossa dica cultural é a Exposição Rotas de Extravios, que se encerra no próximo domingo, dia 19 de janeiro, na Caixa Cultural – Fortaleza. Última oportunidade para curtir a experiência dessa obra viva do artista Eduardo Frota.

Sensorial e reflexiva, a obra nos coloca dentro do mar utilizando a própria construção da Caixa Cultural de Fortaleza de forma poética e simbólica sendo ela o transporte marítimo que nos faz navegar nesses verdes mares.

Segundo a pesquisadora e curadora Jaqueline Medeiros, a Exposição Rotas de Extravios é um projeto inédito e pensado para a CAIXA Cultural de Fortaleza. Uma das principais características de Eduardo Frota como artista é pensar cada proposição como um trabalho singular para cada espaço arquitetônico.

Ainda segundo a curadoria, a construção de um piso que sugere um convés de navio e a presença de uma escultura-leme da embarcação têm relação com fuga, sofrimento, tradição e organização da memória, quando discute as práticas de construção de destinos, com suas dinâmicas específicas de deslocamento.

Como bom marujo não enjoa no mar, vale muito a visita à Exposição Rotas de Extravios de Eduardo Frota.

 

Sobre Eduardo Frota

Nasceu em Fortaleza, em 1959, e iniciou sua produção artística no final da década de 1970 e início dos anos 1980. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1978, onde fez o curso Intensivo de Arte/Educação (CAE) da Escolinha de Arte do Brasil (EAB), e cursou Licenciatura Plena em Educação Artística pelas Faculdades Integradas Bennett, além de frequentar cursos e oficinas no MAM/RJ. Viveu por muitos anos no Rio, regressando a Fortaleza em 1992, onde vive e trabalha.

Participou da 3ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, RS,2001) e integrou a XXV Bienal de São Paulo (2002). Em Fortaleza realizou exposições no Museu de Arte da UFC, Museu de Arte Contemporânea, Centro Cultural Banco do Nordeste, Alpendre Casa de Arte e Sem Título Arte. Sua primeira exposição individual nacional foi na Galeria Macunaíma da Fundação de Arte-Funarte no Rio de Janeiro (1988), no Centro Cultural São Paulo (1998), na galeria Vicente do Rego Monteiro na Fundação Joaquim Nabuco (2002), no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (2002), no Museu da Vale (2005), Museu Oscar Niemeyer de Curitiba (2008), Museu do Trabalho de Porto Alegre (2014), Fundação Marcos Amaro em Itu-SP (2018), Sesc Guarulhos SP (2019) e FAAP - SP (2019).

Sua obra incorpora as dimensões lógica e ética, condicionadas à sua poética. A ênfase no rigor técnico-formal empreendida por Frota - em que se mescla o exercício do artista com o do artesão, do arquiteto e do engenheiro - na construção de formas cilíndricas, orgânicas e, muitas vezes, monumentais, cria site specifics que incorporam a memória do lugar e de seu entorno. O sujeito é elemento central e preponderante em sua obra, e é convidado a experimentar, de forma ativa e consciente, um novo espaço, cuja geometria anterior é rompida, e uma nova senhorilidade se faz presente.

 

Ivan Guimarães – Gerente de Comunicação do Colégio Santa Cecília

 

Caixa Cultural - Fortaleza
Av. Pessoa Anta, 287 - Praia de Iracema
Data: 05/11/2019 a 19/01/2020
Horário: De 06/11/2019 a 19/01/2020, de terça à sábado de 10h às 20h, e domingo de 12h às 19h
Local: Galeria Multiuso
Entrada gratuita

 

 

 

 

 

 

 

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