Tecendo Diálogos sobre Comunicação Não Violenta (CNV)

A Escola como espaço de reflexão sobre a Comunicação Não Violenta.
17/09/2019

A teoria da Comunicação Não Violenta (CNV), também conhecida como Linguagem do Coração ou Comunicação Empática, apoia o estabelecimento de relações de parceria e de cooperação entre as pessoas, visando à comunicação eficaz e empática em prol do bem conviver e da solução pacífica de conflitos. Um assunto rico e valioso que foi escolhido pelo Colégio Santa Cecília para ser trabalhado com alunos e educadores em alguns projetos no decorrer deste ano.

Para Marshall Bertram Rosenberg, psicólogo que desenvolveu a teoria, a palavra violência refere-se à dificuldade ou impossibilidade de acessar a nossa natureza compassiva (capaz de oferecer compaixão) e de como isso transforma-se em conflitos, seja no nível relacional dual, grupal, social, seja mundial. Ele acredita que a violência começa de forma implícita e invisível nas nossas relações. Sua energia vem da forma como percebemos, classificamos e julgamos as pessoas como certas ou erradas, boas ou más, isso ou aquilo, tendo como referência apenas o nosso modo de pensar e de agir. É essa violência que rege a nossa forma de ouvir o outro, de estar predisposto a aceitar ou não o que ele fala, de interpretar suas ações e, portanto, de reagir, de forma agressiva ou não, diante dele.

Desta forma, a fim de alcançarmos uma comunicação não violenta, é necessário reformular a maneira pela qual oferecemos a nossa presença aos outros e escolhemos nos comunicar com eles. O uso das palavras tem, portanto, importante papel na aplicação da proposta da CNV, que é nos ensinar a:
- Durante um contato humano, oferecer atenção respeitosa e empática;
- Suspender nossos conceitos prévios a respeito do outro;
- Evitar generalizações, avaliações e julgamentos;
- Escutar profundamente a nós e aos outros (escutar o que não é dito);
- Identificar as nossas necessidades, assim como as das outras pessoas;
- Adotar respostas baseadas na consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando diante do outro;
- Falar com compaixão, honestidade e clareza;
- Evitar a comunicação automática e repetitiva, sem consciência do que está sendo dito e do que se espera obter.

A CNV não é uma ferramenta para modificar os outros a fim de obtermos algo. É um processo baseado na sinceridade e na empatia para tentar satisfazer o interesse de todos e gerar crescimento para ambos. Ela é, no fundo, um instrumento da construção da paz, da saúde coletiva, da transformação do mundo, da satisfação dos interesses e das necessidades da nossa natureza humana.

Sugestões bibliográficas:
Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. Marshall B Rosenberg. Editora Ágora
Vivendo a Comunicação Não Violenta: como estabelecer conexões sinceras e resolver conflitos de forma pacífica e eficaz. Marshall B Rosenberg. Editora Sextante

Serviço de Psicologia Escolar e Orientação Educacional- SPE

 

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